WWW.DISSERTATION.XLIBX.INFO
FREE ELECTRONIC LIBRARY - Dissertations, online materials
 
<< HOME
CONTACTS



Pages:   || 2 | 3 |

«Yves Klein, Icarus of Modernism Consideramos a obra de Yves Klein como uma (das últimas) poética(s) moderna(s) palavras-chave: Yves Klein; ...»

-- [ Page 1 ] --

97

Fernanda Lopes Torres

ARS

ano 11

Yves Klein, Ícaro do modernismo

n 21

Yves Klein, Icarus of Modernism

Consideramos a obra de Yves Klein como uma (das últimas) poética(s) moderna(s)

palavras-chave:

Yves Klein; modernismo; ao reconhecer a polaridade entre cor e vazio do monocromo junto ao tópos do ins-

arte contemporânea;

tante. Apoiados no conceito de suddenness do crítico literário Karl-Heinz Bohrer,

suddenness;

identificamos, entre a saturação máxima do azul e o vazio (emergência e potência ética do azul da forma), experiência do presente absoluto equivalente à produção do novo. Nos anos 60, porém, esse coeficiente do novo começa a ser cada vez mais rapidamente apropriado pelo discurso cultural. Klein se apega então aos instantes que “insis- tem em nos abandonar” (Cioran) através de uma “farsa monocromo”.

keywords: We consider the work of Yves Klein as a (one of the last) modern work(s) when Yves Klein; modernism;

we recognize the polarity between color and void of the monochrome close to the contemporary art;

theme of the instant. Based on the concept of suddenness of the literary critic suddenness;

Karl-Heinz Bohrer, we identify between the maximum saturation of the blue and ethics of the blue the void (emergence and potency of form), experience of the absolute present equivalent to the production of the new. In the 60’s, however, this “coefficient of the new” starts to be increasingly appropriated by the cultural discourse. So Klein attaches himself to the instants that “insisting on abandoning us” (Cioran) through a “monochrome farce”.

Artigo recebido em 30 de novembro de 2013 e aprovado em 16 de maio de 2013 Salto no Vazio Fotomontagem de Harry Shunk a partir de per- formance de Yves Klein à Rue Gentil-Bernard, Fontenay-aux-Roses, em outubro de 1960.

98 Há.! Há.! FERNANDA TORRES Qu’est-ce que l’Histoire de l’Homme en Evolution??? Yves Klein, Ícaro do Si c’est cela modernismo Alors que de limites!!!

L’immatériel n’a pas de limites, pas de dimensions.

C’est partout, ailleurs, nulle part dans le présent, le passé, le futur!!

“Com essas duas palavras – Medo e Terror –, eu me encontro diante de vocês no ano de 1946, pronto para mergulhar no vazio”, declara Yves Klein em 1961. Como se da mesma posição dos satélites de Marte – Phobos (Medo) e Deimos (Terror) – exata noção da escala dos prejuízos até então causados à humanidade pelo projeto de racionalidade generalizada que se estende a todo o mundo supostamente civilizado. A fim de minar tal projeto, Klein nos oferece suas maravilhosas telas monocromáticas; propostas deliciosamente absurdas, como, por exemplo, a de tingir o mar ou pintar as bombas A e H de azul; ou ações singelas, de alto teor poético, como o lançamento de 1001 balões azuis ao céu de Paris, em vernissage de 1957.

Naqueles anos de corrida espacial, o “proprietário do céu” bem se apropria da visão do cosmonauta russo Yuri Gagarin da Terra – azul – para, de modo irreverente, reconhecê-la como comprovação científica da grande cor já há muito por ele dominada. Longe de uma recusa ingênua do desenvolvimento científico, o anúncio de tal precedência da arte compreende alerta para um acelerado progresso tecnológico, que, confundido com progresso abrangente, acabou por se sobrepor às reais necessidades espirituais da humanidade. Afinal, a tecnologia, que deveria incrementar o bem-estar do homem, tinha levado à sua própria destruição potencial – o que fica patente na invenção/explosão da bomba atômica.

Assim Klein adverte: para se pintar o espaço, deve-se ir até lá por con- Yves Klein e primeira pintura de fogo de um ta própria, sem o auxílio de Sputniks e foguetes. Afinal, somente a fidelidade minuto, 1957.

à condição humana, tanto à sua susceptibilidade corpórea quanto à sua potencialidade espiritual, garante conhecimento e (cri)ação legítimos – realização do que “esteja além de nós, mas seja nós”. Desse modo, ao contrário dos astronautas que devem ir até o espaço para conquistá-lo, o pintor não precisa se deslocar até lá, pois, afinal, ele já o habita. Dessa plena desenvoltura no espaço do mundo é feita a conhecida fotomontagem “O pintor do espaço se lança ao vazio!” – o que deve nos levar a compreender o salto menos como uma ação, capaz de criar ou modificar a realidade, do que como um ato, que envolve o estado do ser presente e durável com grau definido de realidade, consistindo no processo de criação ou de modificação desse ser.

99 A imagem do artista com seu habitual terno e gravata borboleta, sem ARS quaisquer acessórios ou instrumentos específicos, solto no ar, numa ruaziano 11 nha comum de Paris, manifesta uma intimidade com a própria existência n 21 a partir do mais cotidiano – o que é pontuado pelo singelo ciclista que segue na calçada oposta ao pintor. Depois de ver tal gesto absurdo/insensato naquele lugar ordinário, passamos a olhar nossa própria vida cotidiana de outro modo. Pensamos algo que não havíamos pensado antes – imaginamos, diria Bachelard –, e somente assim podemos nos transformar, seguir adiante em nossas vidas. É como se Klein chamasse a atenção para as contingências/possibilidades que estão ao nosso alcance, sobretudo, para o modo pelo qual essa(s) possibilidade(s) passa(m) para nosso alcance.





É o que sugere o tempo rápido do salto. Muito bem integrado ao repertório poético de Klein, todo ele fundamentado na propagação atmosférica – da expansão pictórica do monocromo à bonita projeção (não realizada) de luz azul no Obelisco, a espraiar-se pela Place de La Concorde –, o salto consiste numa mudança de posição praticamente instantânea. E justo esse instante constitui a unidade temporal da experiência inerentemente parcial do homem, ser de carne e osso que por isso mesmo possui limites psicofisiológicos, sendo capaz de perceber o tempo como um fluxo de momentos fugazes e descontínuos – e não como uma linha contínua em que momentos se sucedem progressivamente, numa História supostamente independente de sua ação/pensamento. É somente de posse desses momentos, que se encontram ao alcance da sensibilidade humana, que o homem pode agir. Para falar com Klein, o instante significa a “sensibilidade que nos pertence”, a partir da qual conquistamos a vida “que não nos pertence”. Na era moderna, mundo já há muito sem lugar para a eternidade dos deuses com suas narrativas pré-definidas, o homem se reconhece cada vez mais editor de sua própria história. Ele sabe que esta é construída ao se lançar ao novo, ao inesperado, o que se dá somente quando se apossa do momento presente, fugaz e descontínuo, pois justo nele se encontra a potencialidade, o que pode vir a ser. Assim, aquele que se apropria do momento vive efetivamente, ou seja, faz, age, transforma-se a si mesmo e ao mundo. Esta a conduta do homem moderno, bem sintetizada pelo próprio artista como “um salto ‘no futuro de hoje’”. Saltar consiste afinal em assumir o risco – metáfora autoevidente para a condição humana que fica patente na era moderna e bem dimensiona a condição de habitante do espaço a partir do permanente confronto com o já estabelecido. Assim Klein bem traça seu autorretrato a partir da abertura à ininterrupta novidade a 100 cada momento de sua vida. Aquele que salta no futuro de hoje conecta- FERNANDA TORRES

-se com o evento fundamental de sua existência perpetuamente em curso. Yves Klein, Ícaro do modernismo Enfrenta o que é e o que pode vir a ser.

Para Klein, isso implica confrontar o medo, a imensa incerteza que se instaura após um dos mais graves conflitos da humanidade. Lançarse às possibilidades contidas no presente exige encarar o terror dos resultados produzidos pelo utópico projeto racionalista moderno. E fazer algo dele. Fazer algo, por exemplo, das mortes causadas pela explosão da bomba atômica. As antropometrias, as conhecidas impressões em azul de suas modelos, teriam se originado do fascínio de Klein pela fotografia da impressão de um corpo volatizado pela explosão de Hiroshima. Quando o artista fixa em papel/tela os corpos pintados de azul de suas modelos, ele reverte, por assim dizer, a impressão do corpo real (mortal) para a marca (sempre viva) da arte: da carne finita ao seu registro azul, cor capaz de simbolizar a imaginação sem dimensões do homem, temos o mecanismo fundamental da arte, qual seja, a transfiguração do real através da imaginação capaz de nos revigorar para enfrentar esse mesmo real.

O tempo desse registro: o instante, plenitude do tempo compatível com a experiência inerentemente parcial do homem. É o que também fica patente nas telas recobertas de tinta que recebem água, ar e terra, sendo nelas fixadas as impressões de chuva, vento e areia, as Cosmogonias. Elas evidenciam a coincidência entre manifestações cósmicas e a atividade do artista, que, assim, dá corpo, por assim dizer, a tais manifestações, a partir da qualidade aberta e descontínua do instante, unidade temporal daquele que salta no futuro de hoje. Assim, o artista bem as reconhece como marca do imediato – alusão à marca da própria vida, que, a cada instante renovada, é o que potencialmente será, a ser vivida, sempre para frente.

Klein atesta a qualidade descontínua do instante, o que equivale a recusar todo tipo de continuidade antecipada, e, assim, ele se coloca em permanente confronto com o estabelecido no presente. Esta a postura daquele que cria, atitude do “homem de ação”, conforme expressão de Nietzsche, “discípulo de épocas mais antigas”, que, ao se reconhecer como “filho do presente”, pode “agir contra esta época, por conseguinte, sobre esta época e, esperamos nós, em benefício de uma época vindoura”. Tal resposta à realidade presente consiste na conduta característica do artista, que é radicalizada na era moderna: a busca ininterrupta de novas decisões, a perseguição da verdade dessas decisões, do que pode vir a ser. Ele experimenta a realidade como ninguém até então o fez, devolvendo a ela algo jamais formulado 101

–  –  –

temporal moderna promovida por uma maior difusão dos novos meios de FERNANDA TORRES locomoção e de comunicação que emergem desde as últimas décadas do Yves Klein, Ícaro do modernismo século XIX. Transatlânticos, trens, automóveis, telefone, rádio, trazem toda uma série de modificações nos hábitos cotidianos, no comportamento social e na percepção espaçotemporal do mundo. Encurtando distâncias e poupando tempo, esses avanços tecnológicos promovem uma crescente sensação de transitoriedade: radicalizam mudança na sensibilidade espaçotemporal que acompanha a modernidade e ganha impulso importante com o Iluminismo, quando muda a própria estrutura do tempo histórico.

Passado e futuro passam a ser colocados em uma nova relação: começa-se a vivenciar a tensão do moderno se libertando da continuidade com um modo de tempo anterior (bem exemplificada na conhecida colocação do historiador Alexis de Tocqueville: “Como o passado cessou de lançar sua luz sobre o futuro, a mente do homem vaga na obscuridade”). E a partir de tal tensão interessa a nós compreender a aceleração temporal de fim do século XIX e início do século XX compatível com a noção de suddenness. Nesse sentido, cabe abrir breve espaço para a reflexão do historiador Reinhart Koselleck.

A fim de pensar o tempo histórico, o historiador formula as categorias “espaço de experiência” e “horizonte de expectativa”, que remetem, respectivamente, ao passado presente – cujos eventos foram incorporados e podem ser lembrados –, e ao futuro tornado presente – que se dirige ao ainda não-experimentado, àquilo que está para ser revelado. Todo homem, em toda cultura, em todo período, vive a partir de experiências passadas sempre tendo em mente expectativas futuras. Nesse sentido, observa Koselleck, espaço de experiência e horizonte de expectativa coexistem como tensão antropologicamente preexistente. Essa tensão é, porém, na modernidade, concebida como separação consciente a ser constantemente preenchida pela ação humana. É quando nasce a moderna noção de história, não mais sujeita aos desígnios divinos, sendo concebida como um processo de contínuo e crescente aperfeiçoamento, a ser planejado e posto em funcionamento pelos homens aqui na Terra.

Desse modo, as categorias espaço de experiência e horizonte de expectativa são constitutivas da história e de seu conhecimento, mostrando e produzindo coordenação entre passado e futuro. Com o transcurso dos tempos, tal coordenação se modifica, evidenciando o tempo histórico menos como uma entidade estanque do que como uma grandeza que se modifica com a história. Assim, se, grosso modo, até duzentos anos atrás, as expectativas de certo grupo eram inteiramente sustentadas pelas experiências de seus antepassados, que passavam a ser também a de seus desARS cendentes, a partir do Iluminismo, as expectativas passam a distanciar-se ano 11 cada vez mais das experiências feitas até então. No mundo camponês, as n 21 inovações técnicas se impunham com tamanha lentidão que eram incapazes de promover ruptura significativa com modo de vida anterior. As pessoas se adaptavam a elas sem que o arsenal da experiência anterior se modificasse, e assim, tradições e habilidades continuavam a ser transmitidas de uma geração a outra, quando o curso e o cálculo dos eventos históricos do mundo camponês eram dados pelo ciclo natural das estrelas e planetas e a sucessão natural dos governantes e dinastias. No mundo ocidental, urbano e laico, importantes inovações tecnológicas transformam definitivamente as formas de produção humana: e a disciplina do trabalho na indústria, além de suscitar uma procura maciça de relógios, inscreve o tempo quantitativo no próprio corpo dos indivíduos.

Emerge então um novo tempo histórico, bem sintetizado por Koselleck na fórmula “quanto menor a experiência tanto maior a expectativa”;



Pages:   || 2 | 3 |


Similar works:

«Journal of Technology Education Vol. 15 No. 1, Fall 2003 Gender Issues in Technology Education: A QuasiEthnographic Interview Approach W. J. Haynie, III In 1999, my study of “Cross-Gender Interactions in Technology Education” was published in the Journal of Technology Education (Haynie, 1999). It reported survey findings on “how professionals in technology education feel about certain issues concerning cross-gender interaction in technology education and whether or not men and women...»

«State Bar of Georgia 2011 Report of the Office of the General Counsel June 2-5 |Kingston Shores |Myrtle Beach, S.C. OFFICE OF THE GENERAL COUNSEL STATE BAR OF GEORGIA ANNUAL REPORT FOR OPERATIONAL YEAR 2010-2011 Index I. Report of the General Counsel II. State Disciplinary Board Investigative Panel Review Panel III. Formal Advisory Opinion Board IV. Overdraft Notification Program V. Pro Hac Vice Program VI. Amendments to Bar Rules and Bylaws VII. Clients' Security Fund VIII. Disciplinary Orders...»

«2014 changes to TUPE Acas can help with your employment relations needs Every year Acas helps employers and employees from thousands of workplaces. That means we keep right up to date with today’s employment relations issues – such as discipline and grievance handling, preventing discrimination and communicating effectively in workplaces. Make the most of our practical experience for your organisation – find out what we can do for you. We inform We answer your questions, give you the...»

«Sexualidad, Salud y Sociedad R E V I S TA L AT I N OA M E R I C A N A ISSN 19 84 64 87 / n.10 abr. 2012 pp.10 0 -123 / Gómez, F. & Barrientos, J. / w w w. sexualidadsaludysociedad.org Efectos del prejuicio sexual en la salud mental de gays y lesbianas, en la ciudad de Antofagasta, Chile Fabiola Gómez Magister en Psicologia Social Escuela de Psicologia, Universidad Católica del Norte Antofagasta, Chile fabigomez.o@gmail.com Jaime E. Barrientos Delgado Doctor en Psicología Social Profesor...»

«SoMa IMPLEMENTATION STRATEGY Elkhart, Indiana July 2013 SoMa IMPLEMENTATION STRATEGY Elkhart, Indiana July 2013 PREPARED IN PARTNERSHIP WITH: City of Elkhart SoMa Study Group PREPARED BY: Development Concepts, Inc. Thank you to the following Elkhart residents and downtown advocates who have spent many hours during the planning process to develop the SoMa Implementation Strategy. Jessica Miller-Barnhart Steve Gruber Laura Miller Dallas Bergl, Committee Chair Joe Halter Doug Mulvaney Michelle...»

«By Natural Means Inaugural Conference for The Nordic Network for Renaissance Studies Copenhagen, 10th-12th October 2012 By Natural Means – Magia Naturalis and Sorcery in Swedish Lutheran Discourse Ericus Johannis Prytz and the Magia incantatrix (1632) Martin Kjellgren In 1610s, the province of Östergötland would become the scene of the first large-scale witch-hunts in early modern Sweden. Traditionally, these persecutions and trials have been taken as examples of how magical practices were...»

«White Paper: The Internet of Things and Whitenoise Technologies What is The Internet of Things? Characteristics and challenges of securing components in the IoT How are they trying to secure the Internet of Things? What are the concerns? What is the proof that the Internet of Things is already here and we are already vulnerable? What are the minimum requirements to secure the Internet of Things? Whitenoise Technologies address the current short comings of security in the IoT  HP security...»

«Current Research in Machine Translation HAROLD L. SOMERS Centre for Computational Linguistics UMIST PO Box 88 Manchestel; U.K. ABSTRACT:This paper, accompanied by peer group commentary and author’s response, is a discussion paper concerning the state of the art in Machine Translation. The current orthodoxy is first summarized, then criticized. A number of researchprojects based on the standard architecture are discussed:they involve the use of Artificial Intelligence techniques, advanced...»

«plan municipal de prevención social de la violencia y la delincuencia en el municipio de la paz, edo. de méxico. PLAN MUNICIPAL PROMOVIDO POR EL MUNICIPIO DE LA PAZ, EDO. de MÉXICO CON RECURSOS DEL SUBSIDIO PARA LA SEGURIDAD PÚBLICA EN LOS MUNICIPIOS Y LAS DEMARCACIONES TERRITORIALES DEL DISTRITO FEDERAL 2011. RESPONSABLES DEL PROYECTO SERGIO ZERMEÑO GARCÍA y GRANADOS GUSTAVO GALICIA ARAUJO COLABORADORES JOSÉ ALBERTO HERNÁNDEZ ROSAS CARLOS GUILLERMO VARGAS CASTILLO MARÍA IVETTE AYVAR...»

«STATEMENT OF ADMIRAL HARRY B. HARRIS JR., U.S. NAVY COMMANDER, U.S. PACIFIC COMMAND BEFORE THE SENATE ARMED SERVICES COMMITTEE ON U.S. PACIFIC COMMAND POSTURE 23 FEB 2016 Chairman McCain, Senator Reed, and distinguished members of the committee, thank you for the opportunity to appear before you today. This is my first posture assessment since taking command of U.S. Pacific Command (USPACOM) in May 2015. Over the past 9 months, I’ve had the extraordinary privilege to lead 378,000 Soldiers,...»

«Electronic Journal of Sociology (2007) ISSN: 1198 3655 Taxonomies of anxiety: risks, panics, paedophilia and the Internet Allison Cavanagh A.E.Cavanagh@leeds.ac.uk Abstract Recently theorists of the risk society have argued that the time has come for a reassessment of the utility of the idea of moral panics. Moral panics, it is argued, have become superseded by new social dynamics and in particular the idea of an endangered social order has been replaced in popular and media fears by rational...»

«The Ohio State University Knowledge Bank kb.osu.edu Ohio Journal of Science (Ohio Academy of Science) Ohio Journal of Science: Volume 67, Issue 2 (March, 1967) 1967-03 Pollen Stratigraphy and Age of an Early Postglacial Beaver Site Near Columbus, Ohio Garrison, Gail C. The Ohio Journal of Science. v67 n2 (March, 1967), 96-105 http://hdl.handle.net/1811/5287 Downloaded from the Knowledge Bank, The Ohio State University's institutional repository POLLEN STRATIGRAPHY AND AGE OF AN EARLY...»





 
<<  HOME   |    CONTACTS
2016 www.dissertation.xlibx.info - Dissertations, online materials

Materials of this site are available for review, all rights belong to their respective owners.
If you do not agree with the fact that your material is placed on this site, please, email us, we will within 1-2 business days delete him.